« atrair e seduzir »


Um indivíduo que conheci em adulto foi uma criança não desejada: não lhe foi dado amor nem um mínimo de atenção por parte da mãe, acabando, portanto, por desenvolver um denso corpo de dor ambivalente. Esta ambivalência consistia numa frustração e profunda ânsia pelo amor e atenção da mãe e, ao mesmo tempo, num profundo ódio por ela, por lhe negar aquilo de que ele desesperadamente necessitava.
Em adulto, quase todas as mulheres desencadeavam a carência do seu corpo de dor – uma forma de dor emocional -, e isto manifestava-se como um comportamento compulsivo para «atrair e seduzir» quase todas as mulheres com quem travava conhecimento e, desta forma, obter amor e a atenção feminina pela qual o corpo de dor ansiava. Ele tornou-se um perito na arte da sedução, mas assim que uma relação se tornava íntima ou que as suas investidas eram rejeitadas, a ira do corpo de dor em relação à mãe surgia e sabotava a relação.

Eckhart Tolle (Um Novo Mundo, pág. 149)


 

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