UM FILME

Me sentei confortavelmente numa poltrona e esperei a fita rodar;

Era um cinema antigo com poltronas cor de vinho,

Cujo cheiro, exalava um olor opaco, como quando a

Opacidade dos olhos viram perfume.

A tela tinha de fato uma cor que prendia o brilho,

Como se quisesse guardar certa alegria que tinha virado saudades.

Talvez houvesse muito tempo de tela.

A cortina de rendas queria ser descortinada.

Saudades, guardadas e reguardadas viram angústias.

Notei que atrás daquela opacidade com mistura de branco,

Jambo e castanhos, havia uma bailarina linda que quase se deixava,

Seus lábios mostrar a canção em que dançava.

A fita demorava e o delineador de lábios realçavam seu batom cor-de-rosa.

Suas mãos delicadas, de anjos que protegem crianças, tinham versos pueris.

Mas ai…Ai a fita finalmente começou e apagou o filme de toda esta história.

Ficou apenas a observância poética, para se fazer cumprir o poema…

Este seu poema, onde a claquete ficou parada no ar entre as pupilas

Do poeta e a luz de seus olhos, querendo saltar uns para a tela outras ao seu lugar…

ZéReys Santos.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: