Quem lamenta não quer solução

“Quem lamenta não quer solução”, diz Bert Hellinger. Como isso é verdadeiro. Em muitos processos terapêuticos, no consultório ou em Workshop de constelação familiar, percebo pessoas que só querem “entender” o seu problema. Costumo dizer que essa postura assemelha-se à do prisioneiro que se torna expert em explicar as barras da cela da prisão e o que o levou até ali, e com a chave na porta não a vira para se libertar. Continua sofrendo, com uma bela explicação. Porque esta chave se chama decisão e responsabilização por si mesmo. Esta tirinha ilustrou essa imagem muito bem. Para ter solução é preciso estar disposto a pagar o preço que a solução custa. Muitas vezes este preço é a solidão, a individuação, a renúncia, o sacrifício de algo, a aceitação, a perda das expectativas, a compaixão, o reconhecimento de um amor, a despedida, o “adultecer” e tantos outros movimentos que custam a perda da inocência (por detrás do vitimismo) e a responsabilização pessoal. Só os adultos assumem responsabilidades e tomam decisões, as crianças se queixam e lamentam, prisioneiras de si mesmas. Somente os adultos que se tornam autores de sua história constroem novas realidades.

Bert Hellinger

Amadureça com Constelação Familiar
@selma.flavio

#SejaEstejaSorria #casaauraquartz #constelaçãofamiliar

Complementando o texto, segue o poema reflexivo do extraído de O Livro Tibetano do Viver e do Morrer

1.
Ando pela rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Eu caio…
Estou perdido… Sem esperança.
Não é culpa minha.
Leva uma eternidade para encontrar a saída.

2.
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Mas finjo não vê-lo.
Caio nele de novo.
Não posso acreditar que estou no mesmo lugar.
Mas não é culpa minha.
Ainda assim leva um tempão para sair.

3.
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Vejo que ele ali está.
Ainda assim caio… É um hábito.
Meus olhos se abrem.
Sei onde estou.
É minha culpa.
Saio imediatamente.

4.
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Dou a volta.

5.
Ando por outra rua.

Texto extraído de O Livro Tibetano do Viver e do Morrer, de Sogyal Rinpoche (Ed. Talento/Palas Athena)

Imagem Google

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