CÂNCER- Vínculo e doença

Como todas as doenças, o câncer é um movimento do Espírito que é colocado em funcionamento quando alguém rejeitou a vida, para levar de volta a essa pessoa a vida.
Quando se trata de uma doença grave, a vida foi rejeitada repetidamente, após a recusa de enfrentar toda uma série de conflitos, e essa rejeição ocorreu em várias gerações seguidas.
Por isso, precisamente a doença se torna difícil, dura e exigente.
Pois o caminho de volta à vida pede a renúncia a crenças familiares muito enraizadas-crenças muito excluidoras -, pede para superar o sentimento de culpa de deixar de ser fiel a várias gerações.
Quanto à pessoa manifesta a sua adesão à vida como ela é: o seu assentimento à sua mãe, assentimento a sua doença, à sua carga; quando toma o seu lugar de filho e só de filho, quando decide enfrentar os seus conflitos, o câncer se aposenta.

HELLINGER
De início, quero dizer algo sobre a dinâmica familiar numa doença grave. É preciso observar que uma doença se origina em diversos níveis, e deve ser considerada tanto pelo lado físico quanto pelo lado da dinâmica interior da alma e do ambiente do enfermo.

Se olhamos principalmente para o ambiente, o ambiente familiar, observamos que a criança se liga à sua família com um amor muito profundo, com um amor arcaico. Esse amor é tão grande que a leva a querer partilhar o destino de seus pais e irmãos, simplesmente pela vontade de pertencer à família. Assim, acontece de alguém ficar doente para seguir uma pessoa que adoeceu antes, para partilhar o seu destino. A doença surge nesse caso como uma consequência dessa ligação.

Esse amor do vínculo familiar é cego na criança, pois ela não vê a outra pessoa, seja o pai ou a mãe. Ela não percebe que o pai, a mãe, os irmãos ou antepassados são pessoas que também amam, que a amam da mesma maneira que são amadas por ela.

Quando a criança percebe o amor que a leva a seguir, na morte ou na doença, sua mãe que morreu prematuramente, e diz à mãe: “Eu também quero morrer”, ela está exprimindo claramente o que sucede com a doença grave. Se, porém, ela encarar a mãe ao dizer isso, já não poderá dizê-lo, porque percebe que a mãe também a ama e que, para amar realmente a mãe, ela deveria dizer: “Mamãe, para alegrá-la continuarei viva”. Pois esse amor seria maior do que o amor que deseja seguir a mãe em seu destino.

É isso o que fazemos aqui. Trazemos à luz o amor escondido que faz adoecer, e levamos o doente a encarar a pessoa que ele deseja seguir. Então, quando o amor cego que faz adoecer vem à tona, ele se transforma numa força que ajuda a permanecer em vida. Quando abre os olhos, o mesmo amor que conduzia cegamente à morte passa a levar à cura. Esta é a dinâmica básica.

Fontes:
DESATANDO OS LAÇOS DO DESTINO – Bert Hellinger-Constelar a doença desde as compreensões de Bert Hellinger e Hamer – Brigitte Champetier de Ribes



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