SOBRE A DEPRESSÃO


O depressivo não recebe de seus pais, mesmo que se disponha a dar muito em sua vida. A
depressão pode ser denominada “doença das raízes”. É como se o depressivo tivesse sido separado de suas raízes, os pais, ficasse privado da seiva e secasse. Quem se limita a dar sem receber toma-se oco e vazio, caindo finalmente em depressão. Com isso já não pode dar e é obrigado a aceitar ajuda em sua doença.

Também aqui podemos indagar: “Que força mais profunda de amor dificulta a alguém receber de seus pais e, mais tarde, também de outras pessoas?

Algumas crianças pequenas já percebem, ao olhar para seus pais, que eles estão onerados com destinos difíceis ou até mesmo em risco de vida. Então algo diz na alma delas: “Agora não posso vir e exigir algo de meus pais, pois eles não suportarão. Eles podem ficar mal ou mesmo morrer se eu pegar algo deles.” Assim essa criança poupa os seus pais, firma-se nas próprias pernas e diz a si mesma: “Vou conseguir sozinha.” Se esse padrão se mantém, a pessoa frequentemente vai à exaustão, com todas as consequências.

Qual é a solução, neste caso?

Ela geralmente não consegue, se olharmos somente para a relação entre os pais e os filhos. Precisamos também dos avós. É necessário um processo em que, retroativamente, os pais recebam de seus pais, em sua alma, aquilo de que precisam, para que se livrem da sobrecarga e do perigo de vida. No fluxo das gerações precisamos encontrar o lugar onde, em razão de determinados eventos, ele foi interrompido. Ali pode começar a cura.

Uma mulher depressiva, que já passara várias vezes por clínicas psicossomáticas, procurou um grupo para melhorar sua relação com a mãe. O terapeuta solicitou-lhe que colocasse em sua constelação apenas uma representante para si e outra para sua mãe. Ela as posicionou frente a frente e muito distanciadas. A imagem era de total frieza. Sem pedir informações, o terapeuta introduziu uma representante para a avó. Nada se moveu e continuou a frieza. Outra mulher foi colocada, a bisavó. Então a avó espontaneamente se aproximou dela, lançou-se em seus braços e chorou amargamente. Depois se soltou, aproximou-se de sua filha, a mãe da cliente, e tomou-a amorosamente nos braços. A mãe começou a sorrir, aproximou-se finalmente da filha, a representante da cliente, como o membro mais novo dessa corrente e abraçou-a fortemente.

A cliente, ainda sentada na roda, ficou calma e pediu para entrar pessoalmente em contato com aquelas mulheres. Todas quatro se abraçaram por longo tempo. Embora não soubesse o que se passara entre a bisavó e a avó, a mulher ficou visivelmente aliviada. Na mesma noite falou cordialmente e por longo tempo com sua mãe pelo telefone. Soube então que a bisavó tivera sua filha como mãe solteira e tivera de entregá-la depois, por pressão de seus pais, a parentes distantes que mais tarde não quiseram devolver-lhe a filha.

Muitos casos de morte nas famílias e eventos dolorosos e terríveis podem levar os pais ao limite de suas forças e de suas vidas, de modo que seus filhos não ousam exigir nada mais deles.

Jakob Robert Schneider
A Prática das Constelações Familiares


Selma Flavio – Psicoterapia Pós Graduada em
Saúde Mental / Constelação Familiar – Especialista em Terapia Floral

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