O Amor na Maturidade

Algumas vezes imaginei a vida como uma viagem de ascensão ao alto de uma montanha que culmina na fase média da vida, e depois somente nos resta a descida.

A primeira é o tempo jovem da conquista, na qual fecundamos a vida para que se encaixe com nossos planos e desejos: fortalecemos nossa identidade, edificamos um trajeto profissional, lidamos com os assuntos de relacionamento e criamos filhos (ou não), damos nossa contribuição à vida com o que temos, nossa paixão por conhecer e realizar nos arrasta, e seguimos com todas as nossas forças os caminhos pelos quais somos movidos. Com sorte, chegamos ao alto da montanha e gritamos aos quatro ventos nossas conquistas e sucessos, e invariavelmente nos é devolvido um eco que nos diz que na verdade isso não tem tanta importância; que esse a que chamamos de “eu” e que consideramos o centro de tudo agora vai encarar a descida e as perdas, a compreensão de que a vida é efêmera e tem um final, com a imagem da própria morte como estação de destino desenhada no horizonte.

Começa a descida, e, com sorte, se houvermos cultivado certa sabedoria, entramos em um estranho paradoxo: o de que perder e fazer a descida pode ser suave e produzir uma espécie surpreendente de alegria e felicidade: aquela que vem de quando já não temos de nos preocupar tanto e podemos nos expor ao fluxo espontâneo e confiante da vida. Já não temos de lutar e defender, e experimentamos a doçura do desapego e uma entrega maior à soberania da vida como ela é, acima de nossa vontade pessoal.

Costuma-se dizer que o amor jovem é impulsionado pela tirania da sexualidade, com seu imperativo certeiro de que disparemos nossas flechas de vida para o futuro, que o encontro dos amantes arde; que o amor dos adultos se transforma em um amor cuidadoso, que os amantes se tornaram pais e que cuidam de sua prole e do sustento; que o amor maduro é um amor que busca a companhia, o compartilhar e o cuidado, e goza de tranquilidade. Sem dúvida, a paixão, o cuidado e a companhia podem estar
sempre presentes em diferentes graus em qualquer fase da vida.

Também no amor maduro importa, e muito, o toque dos corpos, os carinhos e a vivência do prazer. E já seria hora, além disso, de que pensássemos abertamente que a sexualidade acaba junto com a vida, e que mesmo na velhice ela tem sua presença, em sua forma particular e diferente da loucura hormonal juvenil.

O amor na maturidade se encaixa com a descida da montanha e, quando a subimos com sentido, a descida representa mais liberdade, tranquilidade, leveza, desapego e entrega ao presente. Os grandes planos já foram traçados, as grandes conquistas já foram realizadas, os filhos, se os houve, já foram criados e são grandes, e agora podemos ser de novo um pouco crianças e viver de novo o que há e o que cada dia nos traz “com um novo coração trêmulo”, como diria Neruda. No entanto, as adversidades naturais da vida limaram as arestas de nossas paixões e de nosso caráter, as desditas nos sensibilizaram para uma luz que a prosperidade estrita nos mantinha velada, e começamos a entender a linguagem do ser e não somente do ter; o sabor do mistério, e não só o da própria vontade; o gozo do incerto, e não ó seu temor.

#JoanGarriga – O amor que nos faz bem



Direito Sistêmico oxigena e humaniza judiciário brasileiro


Em um sistema, o desequilibro de qualquer pessoa reflete nos outros. A frase traduz um conceito colocado em prática pelo Direito Sistêmico. Surgido da análise do Direito sob uma ótica baseada nas ordens superiores que regem as relações humanas, segundo a ciência das Constelações Familiares desenvolvida pelo psicoterapeuta e filósofo alemão Bert Hellinger, o Direito Sistêmico vem revolucionando pouco a pouco o judiciário brasileiro graças à atuação pioneira de um baiano, o juiz Sami Storch.

O magistrado foi o primeiro no mundo a utilizar a abordagem sistêmico-fenomenológica das Constelações Familiares para promover conciliações e a resolução de conflitos na Justiça. Do primeiro contato com a terapia das Constelações Familiares, no ano de 2003, veio a constatação: além de ser uma terapia altamente eficaz na solução de questões pessoais, o conhecimento dessa ciência tem um potencial imenso para utilização na esfera jurídica. “Imediatamente, notei o potencial para resolver questões que no judiciário, tradicionalmente, são difíceis, trabalhosas e sofridas. A constelação tem o poder de aumentar a compreensão entre pessoas”, destaca o magistrado.

As descobertas de Bert Hellinger trazem um novo olhar sobre as relações humanas, inclusive as relações jurídicas. A Constelação Familiar é uma terapia breve, onde a questão é tratada em um único encontro entre o cliente e o terapeuta. O procedimento básico é utilizar pessoas externas ao sistema do cliente para representar os membros de sua família. Do set terapêutico, onde é muito usada por profissionais da Psicologia, a técnica foi bem adaptada ao ambiente jurídico. A melhor indicação de trabalhar com a Constelação Familiar é com os processos mais complexos, principalmente das varas de Família. “Desde que comecei, na Comarca de Castro Alves, em 2012, obtive sucesso grande nas conciliações. Casos considerados muito difíceis passaram a ser resolvidos com algumas técnicas, como meditação, visualização e Constelação Familiar”, conta Storch.

A tradicional forma de lidar com conflitos na Justiça já não é vista como a mais eficiente. Prazos, recursos e as inúmeras páginas de autos processuais podem se tornar desnecessários quando a percepção do problema muda de foco. “Comecei devagarinho. Aos poucos, fui percebendo cada situação e como o conhecimento das constelações podia facilitar o andamento do processo de forma mais harmônica. Testava e comparava a condução de um processo nos modos tradicionais com a condução pautada na filosofia e nas leis de amor e equilíbrio de Bert. Com o Direito Sistêmico, as soluções são mais eficazes”, assegura.

Novos caminhos trazem mais esperança para um mundo com tantos impasses. O Novo Código de Processo Civil, que entrou em vigor em 2016, já transforma as audiências de mediação em uma fase obrigatória do processo e estimula o uso de novas técnicas para facilitar o fechamento de acordos. Nas varas de família, casos como pensão alimentícia e guarda dos filhos estão sendo trabalhados com um olhar mais humano. “Para ouvir uma criança em relação a questões de divórcio, por exemplo, passei a ter cuidados especiais para preservar o filho e facilitar a solução do conflito. É um campo do conhecimento que faz toda a diferença na hora de aplicar o Direito. É o próprio Direito com a luz trazida pelas contribuições de Bert”, define, destacando que uma ordem sistêmica não bem resolvida gera consequências para as próximas gerações. “Um operador do Direito consciente destas dinâmicas vai trabalhar de uma forma profunda o suficiente para que tudo se resolva de uma forma harmônica”.

As experiências foram testadas e aprovadas em outras varas criminais, a exemplo da vara de Infância e Juventude. “O índice de reincidência com adolescentes que cometeram atos infracionais diminuiu muito. A satisfação das vítimas é maior. Elas se tranquilizam quando são vistas com um olhar sistêmico”, assegura.

Atualmente, o juiz Sami Storch aplica a constelação com o uso de representantes em âmbito coletivo, no Fórum de Itabuna, na Bahia. Lá, estão sendo realizadas, uma vez por mês, Constelações Familiares Coletivas na área de Família, onde são trabalhados processos envolvendo questões de guarda, pensão, divórcio. Eventos específicos para temática de sucessão, como herança, também já foram realizados. Com o auxílio de representantes voluntários, as sessões podem parecer uma cena de teatro mas a história contada é real e muito semelhante à de outras pessoas que estão na plateia. No lugar dos argumentos racionais e da troca de acusações, entram em cena intuição e emoções, criando um movimento interno de mudança para que as partes envolvidas possam ter mais recursos para enxergar a situação de um outro ângulo. Como método, é possível aprimorar a capacidade perceptiva e trazer à luz muitos insights decisivos. Em geral, mais pacificadores.

Além de alcançar mais pessoas, as sessões coletivas são mais eficazes e têm um efeito multiplicador. Hoje, muitos advogados estão aderindo ao movimento. Quase 30 comissões de Direito Sistêmico já foram instituídas nas OABs estaduais e municipais do país. “É muito gratificante ver advogados transformando também sua prática. Advogados “de briga” passaram a atuar buscando mais acordos, conciliações. Eles mudaram a postura e hoje se intitulam advogados sistêmicos”, comemora o magistrado.

Hoje, pelo menos, 17 tribunais do país adotam práticas de Constelações e de Direito Sistêmico. Muitos juízes, advogados, promotores estão buscando formação e aplicando nas suas atividades. Depois da repercussão do trabalho, de merecidos prêmios e de muitas formações no Brasil e no exterior – algumas na presença do criador do método das Constelações Familiares – o pioneiro magistrado vibra ao constatar o movimento de expansão do Direito Sistêmico. Hoje, ele é professor da primeira pós-graduação do mundo em Direito Sistêmico, que tem a chancela da Escola Hellinger. As aulas acontecem em São Paulo, mas ele também ministra palestras de norte a sul do país. Hoje, está na Bahia. Na semana que vem, desembarca em Balneário Camboriú, onde realizará palestra vivencial para interessados na temática, no dia 14 de novembro.

Advogar é mais que escrever petição

Quando também resolveu participar de uma sessão de Constelação Familiar para olhar uma questão de cunho pessoal, a advogada Karla Menezes não sabia que sairia do consultório disposta a enxergar a profissão com uma nova ótica: a das Leis do Amor de Bert Hellinger. O passo seguinte foi participar de um curso de Formação em Constelação Familiar que lhe permitiu vislumbrar outras possibilidades de atuação profissional. “A técnica da Constelação e o conhecimento de outras disciplinas como Psicologia, Filosofia, Antropologia oxigenou a minha forma de ver e viver o Direito”.

Com nova percepção da graduação que escolheu há quase três décadas, a advogada vem ressignificando sua atitude pessoal, o que, inevitavelmente, reverbera na prática profissional. “Estamos vivendo, sobretudo, um processo de mudança de paradigma nos espaços forenses. Nos últimos 20 anos, a construção mental era de que um perde para o outro ganhar. Era preciso vencer a qualquer custo. Hoje, através do Direito Sistêmico, é possível chegar a acordos muito interessantes e que são cumpridos porque as partes é que estão construindo esses acordos. As pessoas precisam ser tocadas no seu sentimento, é uma tarefa de reeducação das nossas matrizes mentais”.

Nas formações que acontecem em todo o país, profissionais de diversas áreas – médicos, professores, fisioterapeutas, psicólogos – estão buscando novas ferramentas para ajudar as pessoas a resolver suas questões com outro olhar, com uma consciência mais ampla. No workshop que acontece nesta sexta-feira (9), em Salvador, o pioneiro e criador do Direito Sistêmico, o juiz baiano Sami Storch vai compartilhar sua experiência durante quatro horas. Na programação, palestra e experiência vivencial de exercícios de constelação. O encontro é aberto a todos os profissionais da área de Direito. “Alguns psicólogos e assistentes sociais também estão inscritos. Todas as pessoas que trabalham no sistema judiciário são bem-vindas”, convida Menezes.

É com o mesmo sentimento e de coração aberto que ela recebe interessados em conhecer a aplicação das Leis de Bert Hellinger na esfera jurídica. Iniciado em maio deste ano, o Grupo de Estudos de Direito Sistêmico, coordenado por ela, tem uma agenda de encontro mensais. O último do ano já tem data marcada: acontece dia 19 de novembro, na Escola Superior de Advocacia Orlando Gomes, ao lado do Fórum Rui Barbosa. “A pedidos, vamos continuar em 2019 e isso me faz muito feliz”, celebra.

Fonte PortalMunicipios 

Quer conhecer a Constelação Familiar, entre em contato através do formulário.

Quero emagrecer – Visão Sistêmica

Quantos programas de emagrecimento você já fez, quantas dietas milagrosas, quantos nutricionistas você conhece; nada do que fez adiantou para ajudá-la(o) a emagrecer.


Quantas vezes se odiou pelos excessos de exercícios, passando fome, pelas dietas do carboidrato, liquidas, jejuns – provisoriamente resolveram, mas, no final retornou todo o peso e um pouco mais.


Essa é a história de muitas pessoas que tentaram infundas dietas até cirurgias bariátricas, mas, após tanto sacrifício entraram em depressão e não conseguiram o resultado almejado. Infelizmente esse percurso na busca incessantes de um milagre muitas pessoas sofrem, resultando em fracasso e sensação de incompetência, agravando a baixa de autoestima e perdendo a autoconfiança e, como agravante atraindo para si relacionamentos abusivos e frustrações constantes.
Você quer entender pela visão da constelação sistêmica o que está acontecendo com você, poder olhar a causa original e levar luz ao trauma e assim facilitar todo o seu processo de cura e emagrecimento.
Vamos usar da ferramenta mais importante dos últimos anos, a ferramenta que te mostra a origem de todo o processo, o porque você não consegue perder peso, além de ressignificar a causa e levar luz aos acontecimentos.


Leia mais no site https://blog.selmaflavio.com.br/constelacao-familiar/


Além das constelações vivenciaremos meditações sistêmicas na busca da reconciliação com a alma.


“O passo mais importante, é reconciliar-se. Dizendo sim a você, é dizer sim a todo o seu sistema que reverbera em toda a sua vida na sua transformação pessoal. Está na hora de ser feliz!”

No dia 10 de novembro – participe do encontro ESPECIAL, vamos estar junta(o)s e descobrir o motivo sistêmico da sua obesidade?


– Faça já a sua inscrição e comece a dar o passo mais importante da sua vida.
Inscrevam através do site https://goo.gl/forms/ZIl6zphZLIw9UFiP2

Pagamentos 

OBESIDADE, LIBERTE-SE DESSA LEALDADE
Workshop e Constelação R$350,00 WorkKshop R$80,00

DESCONTOS – Para pagamento à vista, entre em contato 11 973873144 – Selma

FACILITADORA:  Selma Flávio

Terapeuta Sistêmica e Vibracional Atendimentos, Consultoria e Facilitadora / CTN – SP nº. 0879
Terapeuta, Constelação Familiar e Terapias Energéticas – Formada em Pedagogia, Educadora Transdisciplinar; Especializada em Terapia Floral, Profª Curso Internacional Healingherbs (Florais de Bach); Sistemas Florais da Califórnia, Minas, Austrália, Saint Germain, Filhas de Gaia, Fox Mont, Formação em Reiki, nível III; Bioletrografia; Consciência Energética, Radiestesia, Cinesiologia; EFT (Emotional Freedom Techniques); Magnified Healing; Pertenceu ao corpo diretivo SINATEN (Sindicado Nacional dos Terapeutas Naturistas). Trabalhos comunitários realizados na associação de amigos do bairro Jardim Sapopemba e trabalhos sociais com mulheres da Delegacia Feminina Eliana de Gramon, através da Associação dos Terapeutas Florais – ABR-flor; Formação em Constelação Familiar e Participante no Seminário Internacional de Bert Helling, Brasil –
Entrevista Rádio Justiça de Brasília – www.selmaflavio.com.br/blog/entrevista-concedida-a-radio-justica-constelacao-familiar-no-judiciario/

JUSTIÇA INFANTOJUVENIL DO DF RECEBE PALESTRANTES ALEMÃES PARA FALAR DE CONSTELAÇÃO FAMILIAR

O Fórum da Justiça da Infância e da Juventude do Distrito Federal recebeu, na tarde desta segunda-feira, 11/6, o professor e terapeuta alemão Jakob Schneider e a professora e orientadora escolar alemã Sieglinde Schneider, que proferiram a palestra “Fortalecer e reconstruir os vínculos familiares pela abordagem da ConstelaçãoFamiliar” para cerca de 90 pessoas, a maioria servidores do Judiciário.

O objetivo da palestra foi difundir nos órgãos que compõem a rede protetiva infantojuvenil a Constelação Familiar como método inovador de abordagem sistêmica, que, ao reconstruir a árvore genealógica de cada indivíduo, pretende analisar se os seus problemas atuais são frutos ou reprodução de problemas ou situações transgeracionais, ou seja, estigmas transmitidos pelos membros das famílias durante o tempo.

Os palestrantes relataram exemplos concretos da utilização da técnica para demonstrar resultados obtidos por meio da abordagem sistêmica tanto com crianças e adolescentes quanto com adultos. Com o intuito de deixar claro como a Constelação Familiar foi aplicada em casos atendidos por eles, Jakob e Sieglinde Schneider simularam a técnica com a participação do público presente.

Segundo Jakob, a resolução de conflitos pela Constelação Familiar envolve o entendimento sistêmico dos relacionamentos, com um olhar mais amplo sobre o indivíduo e as relações entre as pessoas envolvidas. “O jovem infrator vive muitas vezes em uma família desestruturada. É preciso olhar esse jovem no contexto das suas relações. Olhar o sistema relacional que envolve a vida do jovem”, disse o professor Schneider.

Para os palestrantes, é preciso sair do padrão “culpado versus inocente” na busca do entendimento entre as pessoas. “Na Constelação Familiar, a gente olha para além da culpa, olha para o sentido do problema no âmbito das relações”, afirmaram. De acordo com o casal Schneider, o jovem e sua família precisam de um entendimento em relação às circunstâncias dos fatos, sendo importante, portanto, observar o contexto das ocorrências e dos conflitos.

Constelação Famíliar 4
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Ainda conforme os professores, no caso de jovens infratores, é necessário também voltar o olhar para o contexto social, o Estado, o país, na busca do sentido e das raízes dos problemas vividos por eles e suas famílias. “O problema do jovem infrator é coletivo. Não vamos mudar a sociedade com as constelações familiares, mas podemos trabalhar em grupos, esperando que a semente germine e influencie a sociedade como um todo”, afirmou Jakob.

Em relação às crianças, os palestrantes abordaram temas como sofrimento e comportamentos frutos de experiências transmitidas pelos pais e outros familiares. Segundo eles, as crianças acabam tomando para si questões pelas quais suas famílias não se responsabilizaram. Por isso, deve-se questionar o que fazer com os pais para que a criança seja libertada do seu sofrimento. “Ajudamos as crianças de forma mais eficiente quando buscamos o sentido maior do seu problema”, disse Sieglinde Schneider.

Outro ponto destacado pelos palestrantes foi a visão sistêmica acerca dos destinos, das exclusões e dos papéis dos indivíduos nas suas respectivas famílias, entre outras questões. Segundo o casal, a Constelação Familiar ajuda a identificar como uma família pode funcionar de forma mais adequada e harmônica, com cada membro ocupando seu devido lugar e se sentindo parte importante do sistema familiar. Jakob Schneider afirmou ser necessário “fortalecer o feminino na mulher e o masculino no homem”.

De acordo com os palestrantes, tomar a nossa ancestralidade como força para o futuro nos auxilia a seguir em frente, independentemente do que se passou. Segundo o casal, esta é a pergunta básica da Constelação Familiar: “Como a vida pode fluir?”. Na visão deles, resolver os nossos conflitos e descobrir de onde vem a nossa força vital é “tomar a vida” e seguir seu fluxo próprio através das gerações.

Sobre o evento

Constelação Famíliar 2

A palestra foi promovida pela Coordenadoria da Infância e da Juventude do Distrito Federal (CIJ-DF) e pela Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, por meio da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS) e da instituição parceira Consultoria Sistêmica. Os palestrantes foram recebidos pela assessora administrativa substituta da CIJ-DF, Karla Guimarães, que os apresentou ao público no início do evento e ao final agradeceu a parceria e a oportunidade dada à Justiça Infantojuvenil do DF.

Compuseram a mesa juntamente com os palestrantes a coordenadora técnica do curso de pós-graduação da Consultoria Sistêmica, Miriam Braga; as voluntárias na aplicação da Constelação Familiar no TJDFT Adhara Campos Vieira, autora do livro “A constelação sistêmica no Judiciário”, e Miriam Bastos Tavares; além da tradutora Ulrike Holtz. A plateia contou com a presença de profissionais que já utilizam constelações familiares bem como de interessados no tema.

Os palestrantes são docentes da instituição Consultoria Sistêmica, nos cursos de pós-graduação de “Especialização Sistêmica Fenomenológica Familiar” e de “Especialização Sistêmica Fenomenológica Pedagógica – Paradigma Inovador da Educação no Âmbito Escolar”. 

Experiência no TJDFT

Por meio do projeto Constelar e Conciliar, o TJDFT vem utilizando com êxito a Constelação Familiar em diversas áreas como, por exemplo, no sistema socioeducativo com os adolescentes em conflito com a lei. A técnica é aplicada em uma oficina vivencial para a qual as partes dos processos são convidadas a participar de maneira totalmente voluntária. A abordagem sistêmica ajuda a identificar conflitos escondidos por trás das demandas judiciais, por meio do esclarecimento de percepções equivocadas das relações familiares.

Fonte tjdft

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Câmara Legislativa vai discutir a adoção da prática da constelação familiar nas escolas da rede pública

Após a adoção da prática das constelações familiares no Tribunal de Justiça do Distrito Federal, a Câmara Legislativa vai debater o uso dessa técnica terapêutica na rede pública de ensino. O projeto, de autoria de Professor Israel (PV), está na Comissão de Educação, Saúde e Cultura da Casa.

“A constelação sistêmica pode ser aplicada entre estudantes, profissionais da educação, pais ou responsáveis e membros da comunidade”, argumenta o distrital na proposta. A sessão de constelação sistêmica nas escolas deve ser conduzida por constelador com curso de formação.

“A constelação sistêmica familiar é uma técnica terapêutica baseada no método fenomenológico, utilizada para representar conflitos relacionais nas vinculações familiares, por meio de um grupo de representantes ou bonecos, que demarquem o campo mórfico ou as estruturas de ordem”, explica Israel.

Fonte correiobraziliense

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Por que os casais brigam?


A discussão parece começar do nada. O motivo, muitas vezes banal – como a tradicional toalha molhada deixada em cima da cama –, é capaz de desencadear uma avalanche de acusações que não tem hora para acabar. Pior: no fim das contas, ninguém se lembra direito por que a briga começou e onde é que ela vai parar. Mas o desgaste que o episódio provoca fica por muito tempo e pode causar marcas muitas vezes irreversíveis.

Quando o assunto é relacionamento, esse tipo de quebra-pau não é novidade nenhuma. Brigar dói, cansa, causa tristeza depois, além de ser chato pra burro. Mesmo sabendo disso, por que raios os casais ainda insistem em brigar tanto?

É claro que tudo depende da situação – até porque há casos em que uma boa discussão é necessária para acertar os ponteiros. “Muitas vezes, o conflito é legítimo, e afastá-lo é que seria uma má política”, afirma a terapeuta de casais Andréa Seixas Magalhães, da PUC-RJ. Convenhamos: aquele modelo de casal dos anos 50, em que as brigas eram raríssimas – até porque a maioria dos problemas acabava debaixo do tapete –, não deixou saudades.

Para o casal de psicanalistas franceses Jacques e Claire Pujol, todo relacionamento vivo tem lá seus momentos de colisão. “Os dois parceiros não são semelhantes, suas esperanças não são idênticas e as frustrações surgem quando as necessidades não são satisfeitas”, dizem. Até aí, tudo normal. O estranho, diz a psicanalista americana Mary Jacksch, é usar uma briga para lavar-roupa suja, apontando com o dedo em riste o que se considera que sejam os piores defeitos do parceiro. Pode parecer utópico, mas os psicólogos garantem que é possível discutir sem agredir ou magoar, focando na queixa em questão – que pode ser legítima. “É um treinamento, mas as pessoas podem, sim, se esforçar para manter o respeito e tentar resolver o problema, em vez de partir para o ataque.”

Já que a maior parte dos conflitos poderia – e deveria – ser evitada, selecionamos, com a ajuda de especialistas, 5 motivos um tanto comuns de brigas de casais. Pense bem se você já esteve nestas situações. Ah, sim: e esqueça a toalha molhada, por favor. Provavelmente ela nada tem a ver com a razão da sua implicância e do seu mau humor.

1. Engolir sapo faz parte

Uma das principais características das relações dos dias de hoje é que estamos priorizando apenas o que nos dá prazer, evitando percalços inerentes a qualquer história amorosa. Como ninguém é perfeito, é lógico que os conflitos não demoram a aparecer. É o que afirma o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, autor do livro O Amor Líquido. Segundo ele, “queremos tudo para ontem e de preferência sem dores de cabeça”. Refletir sobre a sociedade que tem entre seus valores o consumo e o descartável ajuda a entender o fenômeno. O antropólogo Edgar de Assis Carvalho, da PUC-SP, também atribui ao estímulo consumista o nascimento de uma nova maneira de pensar, em que importaria mais colecionar namoros do que ter um casamento só, para a vida toda. “Uma cultura consumista favorece o produto pronto para uso imediato e resultados que não exijam esforços muito prolongados”, diz Bauman. Trocando em miúdos: apesar de não ser uma máquina, a pessoa que está a seu lado também pode dar defeito. A diferença é que pode valer bem mais a pena investir no seu conserto em vez de jogá-la no lixo e rapidamente procurar outra nova.

2. O outro não vai mudar

Um dos fenômenos que mais contribuem para o desequilíbrio das relações é o que os especialistas chamam de um tipo de complexo de My Fair Lady – peça de Bernard Shaw que deu origem a um premiado filme dos anos 60, em que um homem faz de tudo para transformar o objeto de seu interesse, uma humilde vendedora de flores, em uma educada senhora da alta sociedade. Na peça, o final da história não é nada feliz: o casal não termina junto, pois a mocinha vai embora e o homem fica a ver navios. Para a psicanalista americana Mary Jaksch, especializada em relacionamentos, é exatamente isso que acontece quando se aposta em uma mudança de estilo de vida e até de personalidade do parceiro. Mais: acreditar que o outro vai se moldar ao que o companheiro deseja, como se fosse o barro nas mãos do escultor, é meio caminho andado para a frustração e uma vida a dois repleta de desentendimentos. “Nesses casos a raiva e o desapontamento tomam conta e as brigas se sucedem”, diz ela.

3. Filhos imitam pais

Segundo Jacques e Claire Pujol, quem briga muito também pode estar repetindo um comportamento herdado dos pais, na infância. “As crianças têm uma tendência a absorver e até imitar o que vêem os pais fazendo, por isso, pais que discutem com freqüência, e na frente dos filhos, podem estar transmitindo um modelo que mais tarde essa criança irá repetir na idade adulta”, diz Claire. É a cena clássica da família briguenta das comédias de pastelão, em que a mãe ameaça o pai com um rolo de macarrão, ele dá um berro, ela grita de volta e no final – espera-se – eles fazem as pazes com juras de amor. Na televisão ou no cinema até pode parecer engraçado. Mas, para quem passou a vida assistindo a episódios de violência (mesmo que tenha sido apenas verbal) dentro de casa, a história é outra. “É preocupante. A criança pode crescer achando que aquilo é o normal”, diz Claire Pujol. Se a sua família sempre foi briguenta, lembre-se que é você quem escreve a sua história depois de adulto – e é possível escolher uma vida diferente, em paz.

4.Tolerar é preciso

Se não houver muita paciência para resolver os espinhos comuns da vida a dois, nada vai para a frente. “Não é fácil dividir a vida com alguém que certamente terá hábitos diferentes dos seus e uma outra personalidade. Sem flexibilidade e uma certa dose de paciência, a tendência é haver muitas discussões”, diz Andréa Seixas Magalhães. A psicóloga Claire Pujol lembra também que cada um tem as próprias expectativas sobre o parceiro. “É um contrato de relação não escrito, mas que existe”, diz ela. Algumas vezes um ou outro irá furar alguma cláusula – isso é normal. E é claro que em muitos momentos será preciso conversar. Mas deixar o sangue ferver não ajuda em nada.

5. Relacionamento não é trabalho

Um alto nível de exigência e rapidez pode ser muito útil no ambiente de trabalho, mas nada tem a ver com a natureza dos relacionamentos, que têm seu próprio tempo e são uma construção diária, a ser feita tijolo a tijolo. “Qualquer relação humana é algo que evolui no dia-a-dia, no próprio ritmo, que não tem nada a ver com a cobrança do mundo capitalista, onde sempre tem que se produzir algo”, diz Andréa Magalhães. Querer que tudo se resolva logo e ainda colocar prazos para que determinadas atitudes se produzam no relacionamento são maneiras de agir que não funcionam. Pior, elas criam um clima de estresse que pode estragar os bons momentos. Pressionar, exigir e cobrar simplesmente são verbos que não se encaixam na sutileza inerente ao amor.

Como brigar

• Tudo bem, você tem um conflito a resolver. Mas tem certeza de que sabe qual é o problema? Antes de sentar para conversar, é bom ter claro o que deseja abordar.
• Procure manter-se focado no tema que está sendo discutido. Querer falar de tudo o que incomoda, e não apenas de um assunto, pode atrapalhar.
• Ser respeitoso, mesmo no meio de uma discussão, é meio caminho andado para ter uma conversa construtiva.
• Em vez de acusar o parceiro, explique como você se sente em determinado tipo de situação que o desagrada. É a melhor maneira de ser ouvido.
• Esteja preparado para realmente ouvir o outro e rever as próprias posições, se for o caso. A idéia, afinal de contas, não é impor o seu ponto de vista, e sim dialogar.


Como não brigar

• Atacar o parceiro é a melhor maneira de não resolver um conflito. Xingamentos e agressões devem ficar de fora da discussão.
• Se você estiver alterado, prestes a explodir, é melhor deixar a conversa para depois, para não correr o risco de perder a cabeça.
• Nunca parta para as ameaças. Se você está procurando melhorar o relacionamento, para que dizer, sem uma reflexão prévia, que quer terminar? Só irá piorar a situação.
• Ridicularizar o outro também está fora de questão. Não há justificativas para humilhar alguém, mesmo que você esteja com muita raiva da pessoa.
• Usar um tom imperativo, tipo “você tem que fazer isso ou aquilo”, só serve para colocar o outro na defensiva. E não é isso que você quer, certo?

Fonte super.abril

Aqui tem outra proposta para cuidar da sua vida amorosa, entre em contato e descubra como é possível.

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REPETIR PROBLEMAS AMOROSOS É FORMA INCONSCIENTE DE LEALDADE À FAMÍLIA

Para ter relações saudáveis, é preciso se libertar de padrões pessoais e de gerações passadas.

Ao contrário do que muitos pensam, não basta que exista amor para garantir o êxito e o bem-estar numa relação afetiva. Isso porque existem crenças, medos, traumas, lealdades e padrões comportamentais inconscientes que acabam criando dificuldades na relação entre o casal e impedem que um esteja, de fato, disponível para o outro na relação.

existem crenças, medos, traumas, lealdades e padrões comportamentais inconscientes que acabam criando dificuldades na relação entre o casal e impedem que um esteja, de fato, disponível para o outro na relação.

Pelas mesmas razões, também não basta que uma pessoa solteira diga que deseja ter um par para que ela esteja realmente disponível para um novo relacionamento.

Experiências vividas e fatos difíceis ocorridos ao longo da história de vida pessoal ou de gerações anteriores podem estar por trás dessas dificuldades. No âmbito da Constelação Familiar – técnica que trata de conflitos e desordens nas famílias e nas relações humanas – chamamos essas amarras de “emaranhamentos sistêmicos”, ou seja, dinâmicas inconscientes que fazem alguém estar atado a pessoas e histórias de sofrimento do passado.

PESSOAS SE MANTÊM LEAIS A DESTINOS E COMPORTAMENTOS DE SUAS FAMÍLIAS

Isso acontece como consequência da consciência moral, conforme observações do psicoterapeuta alemão Bert Hellinger. Essa consciência nos mantém leais, de forma inconsciente, a destinos, histórias e padrões de comportamento vivenciados em nosso sistema familiar.

COMO AS CRISES FAMILIARES SE PERPETUAM POR GERAÇÕES?

Nos meus atendimentos, por exemplo, é muito comum mulheres que chegam com dificuldades para se relacionar terem crenças do tipo: “os homens não são confiáveis” ou “os homens são fracos”. São mulheres que na infância ou adolescência testemunharam suas mães ou avós sofrerem devido à infidelidade de maridos, ou passaram a vida ouvindo essas mulheres criticarem seus companheiros. Quando adultas, se comportam como se dissessem: “se minha mãe sofre por não ter tido sorte nos relacionamentos, ou por ter sido traída pelo meu pai, então eu também não posso ser feliz. Preciso segui-la no sofrimento e na infelicidade”. Assim, ao repetirem o mesmo destino de suas mães ou avós, ou seja, atraindo muitas vezes homens que as abandonam ou as traem, essas filhas e netas se sentem infelizes, porém, de boa consciência.

É também bastante comum que essas filhas direcionem sentimentos de raiva e frustração – que essas mulheres anteriores sentiram pelos seus maridos (e que muitas vezes não puderam expressá-los, ou não puderam se separar deles, por dependência financeira) – aos cônjuges atuais. Ou seja, vingam-se dos homens em nome de suas ancestrais.

Na verdade, essa repetição é uma forma inconsciente de amor e lealdade ao sistema familiar. A pessoa sente, sem saber bem o porquê, uma obrigação de ter que carregar o que os outros membros sofreram ou ficaram devendo ao grupo familiar.

A pessoa sente, sem saber bem o porquê, uma obrigação de ter que carregar o que os outros membros sofreram ou ficaram devendo ao grupo familiar.

Ela passa a ficar vinculada às histórias alheias, desenvolvendo sentimentos de raiva, reivindicação, indignação, menos valia, inferioridade ou incapacidade, que no fundo não pertencem a ela, são adotados de outros membros, por amor cego ao sistema familiar.

E é justamente essa lealdade sistêmica, em forma de consciência moral, que limita a entrega à vida. Voltando aos exemplos anteriores, se a filha tiver um relacionamento exitoso, vai se sentir obviamente muito feliz, mas também de má consciência, pois está indo contra um padrão familiar. A cura e a reconciliação estão além dessa consciência moral. Portanto, a solução será escolher, de forma consciente, fazer diferente – e isso muitas vezes implica em carregar e suportar uma culpa.

IDENTIFIQUE ONDE SEU DESTINO FAMILIAR COMEÇOU

Para poder se libertar desses “emaranhamentos sistêmicos” e de fato conseguir fazer diferente, é preciso, antes de mais nada, entrar em sintonia com o próprio destino. Bert Hellinger, no livro “O Amor do Espírito” (Ed. Atman), diz: “destino significa que nos encontramos inseridos em uma família específica, na qual ocorreram certos acontecimentos que determinam os destinos daqueles que vem depois”.

Sendo assim, precisamos identificar onde esse destino se inicia. Para isso, ajuda muito fazer perguntas aos pais e avós para entender melhor a história das gerações passadas e se há padrões repetitivos na família.

A TERAPIA DA RECONCILIAÇÃO

Uma sessão de Constelação Familiar, além de trazer à luz esses padrões e identificar quando e onde se originaram, ajudará você a se confrontar com esse destino: primeiro, concordando com ele, ou seja, alinhando-se às forças que o dirigem e que também dirigem o seu par; e segundo, honrando e respeitando tudo o que passou, sem julgamentos. Somente esse olhar amoroso pode desfazer emaranhamentos.

Fonte Personare 

Se você tem questões com a vida amorosa, entre em contato através do formulário abaixo, que nós retornaremos com mais informações. Selma Flávio é formada em Constelação Familiar e falará com você.