A Deusa da Misericórdia


“Tomo refúgio em Buda, Dharma e Sanga.
Abstenho-me de todas as ações negativas de corpo, palavra e mente.
Acumulo todos os dharmas virtuosos do universo em benefício de todos os seres”
Kuan Yin

Você pode ver seu rosto quase em qualquer lugar onde os chineses moram.

A Deusa da Misericórdia (a Deusa da Compaixão) é a mais popular e difundida entre as divindades do Budismo Chinês.  No entanto, somente agora o Ocidente começa a saber dela. Ela é conhecida como Kuan Yin, Quan’Am (Vietnã), Kannon (Japão), e Kanin (Bali), ou Kwan Yin.

Ela é a encarnação da compassiva amorosa bondade. Como a Bodhisattva da Compaixão, Ela ouve os lamentos de todos os seres. Kuan Yin tem uma grande semelhança com a Maria do Cristianismo, a Mãe de Jesus, e com a deusa tibetana Tara.  Sua influência se estende desde a criação até os desejos profundos de toda mulher que anseia ser mãe.

Em momentos de doença e problemas, a primeira invocada é ela.
Ela é geradora, criadora, compaixão viva, amiga e intercessora.  Ela é a grande deusa da vida em si mesma.  Kuan Yin significa “alguém que ouve os lamentos do mundo.”  Suas maiores virtudes são: misericórdia, modéstia, valentia, justiça e sabedoria. Uma aliada próxima de Kuan Yi é Tara (estrela), deusa da proteção e compaixão, venerada pelos Budistas Tibetanos, Mongolianos e Nepaleses.   “Tara é a bodhisattva-deidade arcangélica e arquetípica que representa a atividade miraculosa de todos os budas. No mito, ela nasce das lágrimas de compaixão de Avalokitesvara ou de seu voto de ser iluminada e permanecer mulher…

Há muitas manifestações de Tara, “como muitos seres requerem”, sendo que a mais famosa é a Tara Branca pacífica, que traz proteção, vida longa e paz, e a Tara Verde dinâmica, que vence todos os obstáculos e salva os seres de situações perigosas.”

É o Bodhisattva Celestial da Compaixão, é a mestra da hierarquia divina que trabalha na frequência da Misericórdia, Compaixão e Amor Incondicional. Há uma confiança implícita na graça salvadora e nos poderes curadores de Avalokitesvara Kwan yin. A invocação de seu nome a traz imediatamente ao lugar do chamado. Desejo que a energia de Avalokitesvara Kwan Yin possa invadir seu coração agora como um perfume doce e suave e que você possa receber esta energia amorosa como uma dádiva Divina.

Kwan Yin é uma divindade chinesa – a deusa da compaixão e misericórdia, venerada em diversos países da Ásia. No Budismo corresponde ao Bodhisattva Avalokitesvara (em tibetano: Cherenzig), que representa a suprema compaixão de todos os budhas. No Japão esta personificação da caridade é representada como uma divindade masculina, chamada Kannon Bosatsu.

Kwan Yin é a Salvadora Compassiva. Por todo o Oriente altares dedicados a esta Mãe da Misericórdia podem ser achados em templos, casas e grutas nos caminhos. Orações à Presença dela e à sua Chama estão incessantemente nos lábios dos devotos à medida que buscam orientação e socorro em todas as áreas da vida.

Muito presente na cultura oriental, Kwan Yin tem despertado interesse em seu caminho e ensinamento entre um número crescente de devotos ocidentais, que reconhecem a poderosa presença da “Deusa da Misericórdia”, junto com a da Virgem Maria, como iluminadora e intercessora da Sétima Era de Aquário.

A longa história de devoção a Kwan Yin mostra-nos o caráter e o exemplo desta Portadora de Luz que não somente dedicou sua vida a seus amigos, mas sempre assumiu o papel de intercessora e redentora. Durante séculos, Kwan Yin simbolizou o grande ideal do Budismo Mahayana em seu papel de bodhisattva (chinês p’u-sa), literalmente, “um ser de BDI, ou iluminação”, destinado a se tornar um Buda, mas que renunciou ao êxtase do nirvana, como um voto para salvar todas as crianças de Deus.

O nome Kwan Ce Yin, como é frequentemente chamada, significa literalmente “aquela que considera, vigia e ouve as lamentações do mundo”. Segundo a lenda, Kwan Yin estava para entrar no céu, porém parou no limiar ao ouvir os gritos do mundo.

Existe ainda muito debate acadêmico relativo à origem da devoção à bodhisattva feminina Kwan Yin. Ela é considerada a forma feminina de Avalokitesvara, bodhisattva da compaixão do Budismo indiano, cuja adoração foi introduzida na China no terceiro século.

Embora Kwan Yin tenha sido retratada como um homem até o século X, com a introdução do Budismo Tântrico na China no século oitavo, durante a dinastia T’ang, a imagem da celestial bodhisattva como uma bela deusa vestida de branco era predominante e o culto devocional a ela cresceu em popularidade. No século nono havia uma estátua de Kwan Yin em cada monastério budista da China.

Apesar da controvérsia acerca das origens de Kwan Yin como um ser feminino, a representação de um bodhisattva, ora como deus, ora como deusa, não é inconsistente com a doutrina budista. As escrituras explicam que um bodhisattva tem o poder de encarnar em qualquer forma – masculino, feminino, criança e até animal – dependendo da espécie de ser que ele procura salvar. Como relata o Sutra do Lótus, a bodhisattva Kuan Shih Yin, “pelo recurso de uma variedade de formas, viaja pelo mundo, conclamando os seres à salvação”.

Kwan Yin, representa a grande força da Mãe Universal no Oriente – assim como Mãe Maria, no Ocidente. Antes de Saint Germain, era ela a Chohan do Sétimo Raio. Hoje, sustenta os atributos do Raio Lilás (violeta e rosa) do perdão e da misericórdia divina, irradiado de seu Templo da Misericórdia sobre Pequin, na China.

São ilimitados o seu amor e compaixão pelos homens. A Deusa da Misericórdia, que é mediadora do Conselho Cármico, está sempre pronta a atender os desejos dos seres humanos, concedendo-lhes mais auxílio do que em verdade merecem.

O Raio Lilás ampara os seres que transgrediram gravemente as leis universais e não conseguem suportar os retornos cármicos, necessitando de uma energia mediadora ou intercessora entre o mundo das criações e a Grande Lei.

Também conhecida como deusa da misericórdia, representa a grande força da Mãe Universal no Oriente como Mãe Maria no Ocidente. Ela é o Bodhisattva Celestial da Compaixão, é a Mestra da Hierarquia Divina que trabalha na frequência da Compaixão e Amor Incondicional. Bodhisattva é um ser humano que atingiu o estado de perfeição e ascensão, tendo se libertado da roda da reencarnação e do ciclo de samsara (ciclo de reencarnações sucessivas visando o aprendizado e ascensão do ser, relacionados a lei do carma – ação e reação).

Kwan Yin já era conhecida no Extremo Oriente antes do advento do Budismo. Dentre suas várias encarnações na China, a mais conhecida foi como filha do Imperador Miao Chunang Wang da Dinastia Chou, 700 a.C. Diz a lenda que ela se determinara a seguir uma vida religiosa, tendo se recusado a casar, apesar das ordens do seu pai, e das súplicas dos seus amigos. Aí, por ordens do seu pai, foi submetida às mais árduas tarefas, que de forma alguma enfraqueceram o seu zeloso amor por Deus.

Enraivecido pela sua devoção, seu pai, ordenou que fosse executada, mas quando a espada a tocou partiu-se em mil pedaços. Ele então ordenou que fosse asfixiada, mas quando a sua alma deixou o seu corpo e desceu até o inferno, transformou-o num paraíso. Transportada numa flor de lótus até a Ilha de P’ootoo, próxima a Nimpo, aí viveu durante nove anos, curando os enfermos e salvando marinheiros do naufrágio.

Certa vez, quando soube que seu pai estava muito doente, cortou um pedaço da carne dos seus braços, e usou-a como um remédio que lhe salvou a vida. Em gratidão, ele ordenou que uma estátua fosse erigida em sua honra, comissionando ao artista que a representasse com ‘olhos e braços completamente formados’. Entretanto, o artista compreendeu mal, e até hoje Kwan Yin algumas vezes aparece representada com ‘mil braços e mil olhos’, sendo capaz dessa forma, de olhar e cuidar de todo o seu povo sendo também chamada de Avalokitesvara.
Ela hoje é madrinha da nação chinesa, onde se encontra altares em todos os lugares, como lojas, restaurantes, até mesmo em para-lamas ou painéis de carros. Há uma confiança implícita na graça salvadora e poderes curadores de Kwan Yin. Acredita-se que até mesmo a mera invocação de seu nome

a traz imediatamente ao lugar do chamado. 


Kwan Yin fez o voto de bodhisattva, para trabalhar junto às evoluções deste planeta e deste sistema solar para lhes mostrar o caminho dos Ensinamentos dos Mestres Ascensos. Ela diz que enquanto houver uma única alma sofrendo na Terra, Ela estará presente!

Kuan Yin

 

Na mitologia chinesa, Kuan Yin ?????  é conhecida como a Deusa da Compaixão e da Misericórdia. Ela existiu como pessoa, igu

al a todos nós e somente depois de sua morte foi transformada em Deusa. Também conhecida como Quan’Am (no Vietnã), Kannon (no Japão), e Kanin (em Bali). Ela cobre as planícies alagadas do Oriente, do Egito à China. E é venerada em todo o mundo por milhões de pessoas, que a consideram o símbolo máximo da pureza espiritual.


Esta Deusa enquanto viveu, percorreu o mundo, viu muita dor e então, jurou proteger e amparar todos os humanos até que o último sofrimento acabe. A MESTRA KUAN YIN TORNOU-SE A INCORPORAÇÃO DA COMPAIXÃO. Ela nos diz que se você cantar seu mantra diariamente, cultivará a compaixão que curará o mundo das mais dolorosas feridas.
Kuan Yin, cujo nome significa “aquela que ouve os lamentos do mundo” é boddhisatva da Compaixão no budismo chinês. Ela vive em uma ilha paradisíaca de P’u T’o Shan, onde ouve todas nossas preces. Todos que trabalham com sua energia, sabem o quanto ela é doce e sutil, mas também o quanto é poderosa. Somente a menção de Seu Nome alivia o sofrimento e as dificuldades. Mesmo tendo alcançado a iluminação, Ela optou por permanecer no mundo dos homens.

Kuan Yin é representada com um dragão, pois ele é o símbolo mais antigo da alta espiritualidade, a sabedoria, a força e os poderes divinos de transformação.

Algumas vezes, Kuan Yin é representada como uma figura muito armada, tendo em cada mão um símbolo cósmico diferente ou expressando uma posição ritual específica (mudras). Isto caracteriza a Deusa como a fonte e alimento de todas as coisas. As mãos dela formam frequentemente o Yoni Mudra, simbolizando o útero como a porta para entrada para este mundo pelo princípio feminino universal.

Outras vezes, Kuan Yin é representada sentada sobre uma flor de lótus. Nas pinturas dos artistas tibetanos, linhagens de Budas e homens santos também aparecem flutuando sobre flores de lótus – uma representação dos tronos da suprema espiritualidade. Nas escrituras budistas do Tibet, conta-se que o pequeno Buda já podia andar ao nascer e que, a cada passo, brotavam flores de lótus de suas pegadas – um sinal de sua origem divina. Hoje, muitos monges e fiéis dessa religião visualizam essa mesma cena enquanto caminham, imaginando que flores de lótus surgem debaixo de seus pés. Com essa prática meditativa, acreditam eles, estariam espalhando o amor e a compaixão de Buda simbolizados pela flor.

Na teologia Budista Kuan Yin é algumas vezes representada como capitã do “Barco da Salvação”, guiando as almas ao Paraíso Oeste de Amitabha, a Terra Pura, a terra das bênçãos, onde as almas podem renascer para continuar recebendo instruções até alcançar a iluminação e a perfeição.

Ela é também uma das quatro Bodhisattvas (P’u-sa em chinês), junto com Samantabhadra, Kshitigorha (Di-cang) e Manjushiri (Wen-shu) e em seu aspecto masculino se identifica com o Bodhisattva Avalokiteshvara, a quem em Tibetano se chama Chenresi: “Quem ouve e chora o mundo”.

Exatamente igual a Ártemis, Kuan Yin é uma deusa virgem que protege todas as mulheres e crianças. A simplicidade que esta Deusa da Clemência gera ao seu redor e entre seus devotos, é de um forte sentimento de fraternidade universal. Seus padrões morais e humanos tendem a nos conduzir para nos tornarmos mais compassivos e misericordiosos.

Kuan Yin aparece nas nossas vidas para dizer que está na hora de alimentarmos nossos corações com a compaixão. Compaixão pelos outros e também por nós mesmos. Você se importa pelos sentimentos dos outros? Ou não se interessa? O que lhe afasta da compaixão? Você é daquelas pessoas que feri antes de ser ferida? Tem medo de abrir seu coração? Compreende-se por compaixão a capacidade de ouvir, de dar aos outros e a si mesma um espaço para experimentar tudo que deve ser experimentado e sentido. Não fuja de seus sentimentos, a jornada da vida nos presenteia com inúmeras vivências, que devem ser degustadas nos fazendo desenvolver a compaixão por nós mesmos, assim como pelos outros. De tal modo, esta maneira, fácil e confortável de pensar, levará o mundo lentamente, mas inevitavelmente, a se tornar um lugar melhor.

Acredita-se que Kwan Yin frequentemente aparece no céu ou nas ondas para salvar aqueles que a invocam quando em perigo. Histórias pessoais podem ser ouvidas em Taiwan, por exemplo, de pessoas que a viram durante a Segunda Guerra Mundial aparecendo no céu como uma jovem, agarrando as bombas e cobrindo-as com as suas vestes brancas para que não explodissem.

Ela passou por numerosas encarnações antes de sua ascensão há milhares de anos e aceitou o voto de bodhisattva para ensinar aos filhos de Deus não ascensionados como equilibrar seus carmas e cumprir seus planos divinos com serviço amoroso à vida e a aplicação da chama violeta pela ciência da Palavra falada.

Kwan Yin é originária do planeta Vênus e chegou à Terra juntamente com a comitiva de Sanat Kumara há 16 milhões de anos, quando este tomava posse como Senhor do Mundo, na regência da Terra. Como Mestra de Saint Germain , ela o acompanhou e inspirou em suas inúmeras missões na Terra, com a intenção de ajudar a humanidade em sua elevação.

Nos momentos de grave necessidade, eleve a sua mente até Kwan Yin, emita o mantra “Om Mani Padme Hum” e faça o seu pedido com fé…

“Te suplico minha Mãe, tenha compaixão, cure-me de todas as mágoas que me faz sofrer. Cubra-me com suas vestes brancas, purifique meu coração, para que nele permaneça apenas o verdadeiro Amor”.

Fonte: http://www.summit.org.br/
Solange Christtine Ventura
www.curaeascensao.com.br

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Tara, Kuan Yin, a deusa dos lótus


A Deusa Lótus existia na Índia muito antes da invasão dos arianos.

Quando a substância da vida divina está prestes a apresentar o universo, as águas cósmicas crescem um lótus de mil pétalas de ouro puro, tão radiante quanto o sol.

Este é o útero do universo, o órgão gerador das águas – o aspecto feminino, materno e procriador do Absoluto.

O lótus é personificado como a Deusa Mãe através da qual o Absoluto se move para a criação.

Ela está de pé sobre um lótus, que é o seu ‘veículo’. Na arte ariana, ela é removida de seu lótus e o deus masculino Brahma está sentado em seu lugar.

O onipresente lótus é um sinal de sua presença mesmo quando suas feições humanas não aparecem, e não raramente as divindades masculinas até copiam suas poses tradicionais … com o tempo, o lótus se separa da deusa Lótus na arte e consigna a outros poderes.

Talvez a mais surpreendente das novas atribuições seja a de Prajna-Paramita, a mais alta personificação feminina do budismo Mahayana.

A sabedoria (prajna) que leva ao Nirvana é a maior virtude (paramita): é a própria essência dos Budas, os totalmente iluminados, e os Budas em formação, os Bohdisattvas, devem levá-lo à perfeição.

O antigo padrão da Deusa Lótus sofreu uma transformação radical de significado.

A Mãe Terra tornou-se a rainha do reino espiritual alcançada através da iluminação (bodhi), representando a extinção (nirvana) tanto da consciência individualizada quanto da variedade cósmica do ser biológico, humano e divino.

Ela representa o término do prazer nas existências terrenas ou até celestiais, a extinção de todo desejo por duração individual; ela é a natureza secreta, adamantina e indestrutível de tudo e de todos, ela mesma desprovida de todas as características limitantes e diferenciadoras.

O lótus expressa a ideia de que somos todos virtualmente budas,

Existem várias manifestações da deusa de lótus nas tradições orientais.

A deusa de lótus Tara é a deusa protetora do Tibete. Diz-se que ela nasceu de uma lágrima derramada por Avalokita com pena do sofrimento dos seres sencientes.

Existem 21 formas de Tara, as duas principais formas de realização conhecidas como a Tara Verde e a Tara Branca.

Eles são muito parecidos, exceto que, de seu assento sobre um disco lunar apoiado por um lótus gigante, a Tara Verde estende um pé como se estivesse prestes a se levantar da meditação, enquanto a Tara Branca fica em postura de meditação.

Ela é ainda mais diferenciada por ter um “olho de sabedoria” visível no centro de sua testa, bem como olhos fixos nas palmas de cada mão.

Em ambas as formas, a cabeça é charmosamente inclinada, o corpo um pouco arqueado, de modo que o ombro esquerdo é perceptivelmente mais alto que o direito; uma mão, segura junto ao coração, forma o mudra de proteção e a outra, repousando levemente sobre o joelho, forma o gesto de doação de presentes.

 

Uma lótus de haste longa sobe da dobra do braço esquerdo.

Enfeites pesados ​​de ouro adornam o cabelo, a garganta, os pulsos e os tornozelos de grandes dimensões; as roupas finas – sedas brilhantes e esvoaçantes esvoaçando dos ombros e uma série de saias de seda muito coloridas – deixam o torso esguio e os seios suavemente arredondados, descobertos à maneira da antiga índia.

O efeito todo é tão arrebatador que ela poderia despertar a paixão que ela é frequentemente invocada para acalmar, não fosse ela inspirar uma espécie de reverência exaltada … ela está imbuída do poder de vencer a luxúria tão facilmente quanto a tristeza.

Embora docemente digna quando invocada durante a meditação, a natureza de Tara é tão divertida e maliciosa quanto a de qualquer uma das garotas de dezesseis anos que ela tanto lembra.

No Budismo Tibetano, formas personificadas (como Tara) são consideradas representações de possíveis aspectos da própria natureza interna – e não como entidades estritamente separadas.

A meditação sobre várias “divindades” e outras imagens tem um profundo efeito no próprio ser interior.

Cada imagem visualizada serve como um arquétipo, evocando respostas em um nível muito sutil de consciência, auxiliando assim no delicado trabalho de transformação interior.

Na China, ela é conhecida como Kuan Shi Yin – “Ela-Quem-Hearkens-para-os-Gritos-do-Mundo” – e é a deusa chinesa do amor e da compaixão.

Kuan Yin é único entre a hierarquia celestial em ser totalmente livre de orgulho ou vingança, e está relutante em punir mesmo aqueles a quem uma lição severa seria salutar.

Ela retrata a compaixão e seus poderes libertadores.

Rochas, salgueiros, poças de lótus ou água corrente são frequentemente indicações da presença de Kuan Yin. O mantra de Kuan Yin e Avalokita é “Om Mani Padme Hum”.

No Japão, Tara é conhecida como Kwannon.

O apelo de Kuan Yin é que ela responde às necessidades sinceras das pessoas comuns.

Ela não comunica nenhuma grande novidade filosófica, nem leva o iniciado a mistérios profundos de meditação.

Ela é acessível para os mais comuns e os mais humildes. Ela é a amiga que você invoca em tempos difíceis.

Ela é a mão que guia.

Ela compreende o anseio por filhos, o medo da dor, a angústia de uma criança perdida ou de um pai solitário.

Ela é familiar e ela é da família.

É nisso que reside a força de Kuan Yin – e tudo isso se baseia em seu atributo básico de compaixão, derivado, como sempre, do Sutra de Lótus ”.

 

Adaptado de ” Os Mitos e Símbolos da Arte Indiana” por Heinrich Zimmer – editado por Joseph Campbell e de “Kuan Yin” por Martin Palmer e Jay Ramsay com Man-Ho Kwok

Originalmente publicado na revista Here & Now , Byron Bay.

 

Fonte byronbodyandsoul


 

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