JUSTIÇA INFANTOJUVENIL DO DF RECEBE PALESTRANTES ALEMÃES PARA FALAR DE CONSTELAÇÃO FAMILIAR

O Fórum da Justiça da Infância e da Juventude do Distrito Federal recebeu, na tarde desta segunda-feira, 11/6, o professor e terapeuta alemão Jakob Schneider e a professora e orientadora escolar alemã Sieglinde Schneider, que proferiram a palestra “Fortalecer e reconstruir os vínculos familiares pela abordagem da ConstelaçãoFamiliar” para cerca de 90 pessoas, a maioria servidores do Judiciário.

O objetivo da palestra foi difundir nos órgãos que compõem a rede protetiva infantojuvenil a Constelação Familiar como método inovador de abordagem sistêmica, que, ao reconstruir a árvore genealógica de cada indivíduo, pretende analisar se os seus problemas atuais são frutos ou reprodução de problemas ou situações transgeracionais, ou seja, estigmas transmitidos pelos membros das famílias durante o tempo.

Os palestrantes relataram exemplos concretos da utilização da técnica para demonstrar resultados obtidos por meio da abordagem sistêmica tanto com crianças e adolescentes quanto com adultos. Com o intuito de deixar claro como a Constelação Familiar foi aplicada em casos atendidos por eles, Jakob e Sieglinde Schneider simularam a técnica com a participação do público presente.

Segundo Jakob, a resolução de conflitos pela Constelação Familiar envolve o entendimento sistêmico dos relacionamentos, com um olhar mais amplo sobre o indivíduo e as relações entre as pessoas envolvidas. “O jovem infrator vive muitas vezes em uma família desestruturada. É preciso olhar esse jovem no contexto das suas relações. Olhar o sistema relacional que envolve a vida do jovem”, disse o professor Schneider.

Para os palestrantes, é preciso sair do padrão “culpado versus inocente” na busca do entendimento entre as pessoas. “Na Constelação Familiar, a gente olha para além da culpa, olha para o sentido do problema no âmbito das relações”, afirmaram. De acordo com o casal Schneider, o jovem e sua família precisam de um entendimento em relação às circunstâncias dos fatos, sendo importante, portanto, observar o contexto das ocorrências e dos conflitos.

Constelação Famíliar 4
Constelação Famíliar 3

Ainda conforme os professores, no caso de jovens infratores, é necessário também voltar o olhar para o contexto social, o Estado, o país, na busca do sentido e das raízes dos problemas vividos por eles e suas famílias. “O problema do jovem infrator é coletivo. Não vamos mudar a sociedade com as constelações familiares, mas podemos trabalhar em grupos, esperando que a semente germine e influencie a sociedade como um todo”, afirmou Jakob.

Em relação às crianças, os palestrantes abordaram temas como sofrimento e comportamentos frutos de experiências transmitidas pelos pais e outros familiares. Segundo eles, as crianças acabam tomando para si questões pelas quais suas famílias não se responsabilizaram. Por isso, deve-se questionar o que fazer com os pais para que a criança seja libertada do seu sofrimento. “Ajudamos as crianças de forma mais eficiente quando buscamos o sentido maior do seu problema”, disse Sieglinde Schneider.

Outro ponto destacado pelos palestrantes foi a visão sistêmica acerca dos destinos, das exclusões e dos papéis dos indivíduos nas suas respectivas famílias, entre outras questões. Segundo o casal, a Constelação Familiar ajuda a identificar como uma família pode funcionar de forma mais adequada e harmônica, com cada membro ocupando seu devido lugar e se sentindo parte importante do sistema familiar. Jakob Schneider afirmou ser necessário “fortalecer o feminino na mulher e o masculino no homem”.

De acordo com os palestrantes, tomar a nossa ancestralidade como força para o futuro nos auxilia a seguir em frente, independentemente do que se passou. Segundo o casal, esta é a pergunta básica da Constelação Familiar: “Como a vida pode fluir?”. Na visão deles, resolver os nossos conflitos e descobrir de onde vem a nossa força vital é “tomar a vida” e seguir seu fluxo próprio através das gerações.

Sobre o evento

Constelação Famíliar 2

A palestra foi promovida pela Coordenadoria da Infância e da Juventude do Distrito Federal (CIJ-DF) e pela Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, por meio da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS) e da instituição parceira Consultoria Sistêmica. Os palestrantes foram recebidos pela assessora administrativa substituta da CIJ-DF, Karla Guimarães, que os apresentou ao público no início do evento e ao final agradeceu a parceria e a oportunidade dada à Justiça Infantojuvenil do DF.

Compuseram a mesa juntamente com os palestrantes a coordenadora técnica do curso de pós-graduação da Consultoria Sistêmica, Miriam Braga; as voluntárias na aplicação da Constelação Familiar no TJDFT Adhara Campos Vieira, autora do livro “A constelação sistêmica no Judiciário”, e Miriam Bastos Tavares; além da tradutora Ulrike Holtz. A plateia contou com a presença de profissionais que já utilizam constelações familiares bem como de interessados no tema.

Os palestrantes são docentes da instituição Consultoria Sistêmica, nos cursos de pós-graduação de “Especialização Sistêmica Fenomenológica Familiar” e de “Especialização Sistêmica Fenomenológica Pedagógica – Paradigma Inovador da Educação no Âmbito Escolar”. 

Experiência no TJDFT

Por meio do projeto Constelar e Conciliar, o TJDFT vem utilizando com êxito a Constelação Familiar em diversas áreas como, por exemplo, no sistema socioeducativo com os adolescentes em conflito com a lei. A técnica é aplicada em uma oficina vivencial para a qual as partes dos processos são convidadas a participar de maneira totalmente voluntária. A abordagem sistêmica ajuda a identificar conflitos escondidos por trás das demandas judiciais, por meio do esclarecimento de percepções equivocadas das relações familiares.

Fonte tjdft

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A outra ousadia do RH da GE – Constelações Organizacionais


A GE é uma empresa centenária de sucesso que ao longo de sua história inventou coisas fundamentais para humanidade, assim como Thomas Edson fez com a lâmpada. Ana Lúcia Caltabiano, VP de RH da GE para América Latina, disse que: “Buscar novas possibilidades e explorar o desconhecido está no DNA da GE e na área temos trabalhado em várias frentes, quebrando alguns paradigmas para humanizar mais a empresa.

 

A GE é uma empresa centenária de sucesso que ao longo de sua história inventou coisas fundamentais para humanidade, assim como Thomas Edson fez com a lâmpada. Ana Lúcia Caltabiano, VP de RH da GE para América Latina, disse que: “Buscar novas possibilidades e explorar o desconhecido está no DNA da GE e na área temos trabalhado em várias frentes, quebrando alguns paradigmas para humanizar mais a empresa. Portanto, experimentar a metodologia das Constelações foi mais uma ousadia que valeu a pena”. Fazer diferente também está no DNA da Corall e ousamos em um projeto com a equipe de RH da GE aplicando metodologias inovadoras, como a Constelação Organizacional, em mais uma experiência transformadora.A Constelação Sistêmica é uma dinâmica que foi desenvolvida pelo alemão Bert Hellinger e tem como objetivo buscar soluções para todo tipo de questão: familiar, pessoal, profissional e, inclusive, organizacional. Hellinger constatou que em todo sistema existe uma dinâmica oculta que influencia seus membros e sua relação com esse sistema. A Constelação traz luz à essa dinâmica, até então oculta, nos permitindo perceber o que não está visível, revelando insights e favorecendo a solução da questão.No âmbito das organizações, a Constelação pode ser usada para buscar respostas sobre diversas questões e ajudar na tomada de decisões empresariais como, por exemplo, avaliar o impacto de novas estratégias e estruturas, revelar como lançamentos de produtos serão recebidos pelo mercado, identificar dinâmicas de relacionamento entre áreas dentro e fora das empresas, entre outras. Desta forma, o cliente acrescenta perspectivas que vão além da análise cognitiva e incluem outras percepções que contribuem na tomada de decisões e na busca de soluções.A partir de uma questão que é apresentada pelo cliente, escolhemos representantes para alguns elementos que fazem parte do sistema e os colocamos em relação aos outros. A partir da colocação desses representantes, acessamos um campo de energia que nos mostra onde se encontram as dinâmicas ocultas naquele sistema. O representante se conecta ao que ele representa e passa a perceber no corpo sensações e sentimentos vinculados ao elemento e os compartilha com o facilitador. A constelação segue com o movimento dos representantes e o facilitador observa as relações entre eles na busca de uma posição de maior entendimento e força para o cliente e o sistema.O contexto do projeto na GE era uma grande transformação em gestão de pessoas. A empresa tinha decidido abandonar o modelo de avaliação anual de performance e evoluir para um novo modelo fluído, onde o feedback acontece de forma menos estruturada e mais frequente. O RH seria o agente catalizador desta transformação, mas a organização sentia que precisava fazer algo diferente para incorporar e tornar vivo esse modelo dentro do setor. Segundo Ana Lúcia, “Era muito importante que nós, o time de liderança de RH, sentíssemos na pele a mudança e não fossemos somente os facilitadores da implementação global.”

Além disso, a GE estava implementando uma nova organização no setor que envolvia a transformação estrutural complexa onde os RHs das unidades de negócio deixariam de reportar diretamente ao líder do negócio para uma nova posição de Recursos Humanos em cada geografia. Esta mudança gerava muita ansiedade pois o novo modelo afetaria a vida de todos e seria implementada em pouco tempo em toda a região.

Contando com a abertura e a confiança da Ana Lúcia e da equipe, desenhamos um workshop ousado adotando metodologias inovadoras como práticas meditativas, exercícios de conexão emocional e um jantar às cegas para criar um ambiente de confiança e construirmos o campo para realizar uma constelação organizacional que revelou uma outra perspectiva sobre o que estava acontecendo na equipe e na função de RH.

No caso da GE a questão que foi tratada na constelação era: O que ainda não sabemos que é importante para a nossa transformação organizacional? Neste contexto, os membros da equipe representaram, os diversos elementos da nova estrutura de RH (RH do Negócio, RH do País, Operações, Centros de Expertise e Equipe de RH) bem como os clientes da função, como os líderes de negócio e os colaboradores da empresa.

Na constelação vimos que todos os funcionários do setor estavam ansiosos e os líderes de negócio estavam observando de longe, enquanto o RH do país estava tentando definir seu lugar em face ao novo desafio e os centros de expertise precisavam ter maior participação no processo. Estes insights levaram o time de liderança da área a comunicar mais sobre a transformação para engajar a equipe, explicar melhor a transformação para os líderes dos negócios, aprofundar o entendimento do novo papel geográfico de RH e envolver mais os centros de expertise para que todas as partes da organização estivessem alinhados e engajados com a transformação.

“Observando a dinâmica, tive vários insights sobre o que estava acontecendo e que eu não estava vendo. Com estes insights, tomamos ações, ajustamos o projeto da nova estrutura e reconheci que a transformação era mais profunda e complexa do que eu estava vendo. Cada uma das pessoas aprendeu muito e nos ajudou a enxergar coisas que não conseguíamos ver de outra forma. Foi uma intervenção que ficou e nós mudamos de verdade”, afirma Ana Lúcia.

No final de dezembro, fiquei muito tocado quando Ana me ligou para dizer que o nosso trabalho tinha sido uma das melhores coisas que aconteceram com ela durante o ano. Este feedback me marcou profundamente e reforçou minha crença de que as Constelações são uma metodologia efetiva para revelar dinâmicas que estão presentes em qualquer sistema organizacional e podem contribuir muito para entendermos contextos complexos e agirmos para acelerar transformações empresariais.

Fonte Exame

 

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Selma Flávio – Terapeuta Sistêmica a Vibracional
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