Qual é o seu papel na relação?

Quer entender qual é o seu papel na sua relação amorosa.

Responda:

Você assumiu a roupa limpa, a casa, o bem-estar do outro?

Você percebeu que seu parceiro passa mais tempo fora do que dentro de casa?

Percebeu que ele passa mais tempo no celular do que com você?

Onde ele deixa a toalha molhada, na cama?

Você percebe que te procura menos para fazer amor,  já não te olha mais com aquele tesão?

SERÁ QUE VOCÊ ESTÁ SENDO MÃE DO SEU COMPANHEIRO?

Percebe também que está sobrecarregada e sozinha. Trabalho, filhos, casa… Tomando decisões sozinha.

É nesse  momento em que precisa se perguntar:
– Qual é o meu papel nessa relação?

Se a maioria das respostas for sim, está na hora de pensar no assunto, você pode ter virado mãe do seu companheiro.

Acompanhe a história:

Alguns anos com o companheiro, veio a trágica anunciação – quero o divórcio –  Um homem bonitão e uma bela mulher, uma relação que parecia perfeita. Ela cuidava dele e dos filhos.

Ela conta que fazia de tudo por ele, se preocupava com a roupa limpa, com a alimentação na hora certa, com as vontades dele, até o ajudou a construir a empresa, dele.

Mas, já percebia que não a procurava mais para fazer amor, já não se interessavam mais pelas mesmas coisas e se viu sobrecarregada com os afazeres, pois ela acabou assumindo quase tudo.

Até que um dia veio a notícia, que a deixou acabada. Ele queria a separação.

Se questionou, pois sempre estava disposta a fazer a suas vontades.

Ele simplesmente a deixou por outra pessoa. E o que fazer?

A pergunta certa é: – Qual era o papel dela  nessa relação?

Existem muitos papéis entre o que chamamos de bons e ruins, mas nessa história, ela percebeu  após algumas reflexões que o dela era o de MÃE, sim, ela exercia esse papel inconscientemente.

Quando  enxergou  verdadeiramente o papel que representava, sua tristeza foi tão grande que a dor da separação a tomou. Uma mistura de fúria e arrependimento.

O lado positivo foi perceber o quanto foi permissiva, e nesse movimento aparente de derrota, a fez se redescobrir como mulher, a levando a outros questionamentos  apontando a caminhos de resgate e cura. Pois já se julgava totalmente responsável e sua estima estava no chão.

O que ela não sabia e muitas ainda não sabem. É  que infelizmente a maturidade masculina em relação ao relacionamento, se dá quando, o homem percebe que não precisa nutrir o ego, através de coleções de mulheres. Seduções constantes para satisfazer a sua criança carente, enganando e se enganando na procura da autoafirmação.

Sabe aquele homem “mulherengo” ? É esse!

Quando encontra uma mulher que faz esse papel perfeitamente, até se casa, mas as consequências serão de traição e abandono.

O homem não sabe e nem admite, mas muitos procuram uma “mãe” para se relacionar. A sua carência gerada por um abandono ou por excesso de mãe, leva o homem a transformar suas relações em conquista intermitente por mulheres que tem o perfil para nutrir sua carência afetiva.

E a mulher por carência  e necessidade e de forma inconsciente, entra nesse jogo. Um jogo dolorido e com consequências desastrosas. É mais comum que parece esse papel, até por conta da cultura de nossas mães e avós, que criavam as meninas para serem empregadas dos maridos.

Quando isso acontece, a relação pode até durar por anos, mas no final você está exausta e abandonada.

E onde está a cura?

Está em você mesmo, saindo dessa relação consciente e transformando sua história.

Uma relação saudável começa, quando ambos têm consciência do papel de cada um na relação e não espera que o outro seja o pai ou a mãe.

Essa é só uma situação de relacionamentos que não terminam bem, temos muito mais aspectos que influenciam nas relações mal sucedidas de casal.

E, você não tem má sorte, você tem um padrão negativo que pode ser cuidado e transformado com amor, com carinho por você mesma e principalmente a verdade.

Selma Flavio – Psicoterapeuta – especialização em saúde mental / Constelação Familiar / Terapia Floral

Assista ao vídeo e entenda sobre o assunto.

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REPETIR PROBLEMAS AMOROSOS É FORMA INCONSCIENTE DE LEALDADE À FAMÍLIA

Para ter relações saudáveis, é preciso se libertar de padrões pessoais e de gerações passadas.

Ao contrário do que muitos pensam, não basta que exista amor para garantir o êxito e o bem-estar numa relação afetiva. Isso porque existem crenças, medos, traumas, lealdades e padrões comportamentais inconscientes que acabam criando dificuldades na relação entre o casal e impedem que um esteja, de fato, disponível para o outro na relação.

existem crenças, medos, traumas, lealdades e padrões comportamentais inconscientes que acabam criando dificuldades na relação entre o casal e impedem que um esteja, de fato, disponível para o outro na relação.

Pelas mesmas razões, também não basta que uma pessoa solteira diga que deseja ter um par para que ela esteja realmente disponível para um novo relacionamento.

Experiências vividas e fatos difíceis ocorridos ao longo da história de vida pessoal ou de gerações anteriores podem estar por trás dessas dificuldades. No âmbito da Constelação Familiar – técnica que trata de conflitos e desordens nas famílias e nas relações humanas – chamamos essas amarras de “emaranhamentos sistêmicos”, ou seja, dinâmicas inconscientes que fazem alguém estar atado a pessoas e histórias de sofrimento do passado.

PESSOAS SE MANTÊM LEAIS A DESTINOS E COMPORTAMENTOS DE SUAS FAMÍLIAS

Isso acontece como consequência da consciência moral, conforme observações do psicoterapeuta alemão Bert Hellinger. Essa consciência nos mantém leais, de forma inconsciente, a destinos, histórias e padrões de comportamento vivenciados em nosso sistema familiar.

COMO AS CRISES FAMILIARES SE PERPETUAM POR GERAÇÕES?

Nos meus atendimentos, por exemplo, é muito comum mulheres que chegam com dificuldades para se relacionar terem crenças do tipo: “os homens não são confiáveis” ou “os homens são fracos”. São mulheres que na infância ou adolescência testemunharam suas mães ou avós sofrerem devido à infidelidade de maridos, ou passaram a vida ouvindo essas mulheres criticarem seus companheiros. Quando adultas, se comportam como se dissessem: “se minha mãe sofre por não ter tido sorte nos relacionamentos, ou por ter sido traída pelo meu pai, então eu também não posso ser feliz. Preciso segui-la no sofrimento e na infelicidade”. Assim, ao repetirem o mesmo destino de suas mães ou avós, ou seja, atraindo muitas vezes homens que as abandonam ou as traem, essas filhas e netas se sentem infelizes, porém, de boa consciência.

É também bastante comum que essas filhas direcionem sentimentos de raiva e frustração – que essas mulheres anteriores sentiram pelos seus maridos (e que muitas vezes não puderam expressá-los, ou não puderam se separar deles, por dependência financeira) – aos cônjuges atuais. Ou seja, vingam-se dos homens em nome de suas ancestrais.

Na verdade, essa repetição é uma forma inconsciente de amor e lealdade ao sistema familiar. A pessoa sente, sem saber bem o porquê, uma obrigação de ter que carregar o que os outros membros sofreram ou ficaram devendo ao grupo familiar.

A pessoa sente, sem saber bem o porquê, uma obrigação de ter que carregar o que os outros membros sofreram ou ficaram devendo ao grupo familiar.

Ela passa a ficar vinculada às histórias alheias, desenvolvendo sentimentos de raiva, reivindicação, indignação, menos valia, inferioridade ou incapacidade, que no fundo não pertencem a ela, são adotados de outros membros, por amor cego ao sistema familiar.

E é justamente essa lealdade sistêmica, em forma de consciência moral, que limita a entrega à vida. Voltando aos exemplos anteriores, se a filha tiver um relacionamento exitoso, vai se sentir obviamente muito feliz, mas também de má consciência, pois está indo contra um padrão familiar. A cura e a reconciliação estão além dessa consciência moral. Portanto, a solução será escolher, de forma consciente, fazer diferente – e isso muitas vezes implica em carregar e suportar uma culpa.

IDENTIFIQUE ONDE SEU DESTINO FAMILIAR COMEÇOU

Para poder se libertar desses “emaranhamentos sistêmicos” e de fato conseguir fazer diferente, é preciso, antes de mais nada, entrar em sintonia com o próprio destino. Bert Hellinger, no livro “O Amor do Espírito” (Ed. Atman), diz: “destino significa que nos encontramos inseridos em uma família específica, na qual ocorreram certos acontecimentos que determinam os destinos daqueles que vem depois”.

Sendo assim, precisamos identificar onde esse destino se inicia. Para isso, ajuda muito fazer perguntas aos pais e avós para entender melhor a história das gerações passadas e se há padrões repetitivos na família.

A TERAPIA DA RECONCILIAÇÃO

Uma sessão de Constelação Familiar, além de trazer à luz esses padrões e identificar quando e onde se originaram, ajudará você a se confrontar com esse destino: primeiro, concordando com ele, ou seja, alinhando-se às forças que o dirigem e que também dirigem o seu par; e segundo, honrando e respeitando tudo o que passou, sem julgamentos. Somente esse olhar amoroso pode desfazer emaranhamentos.

Fonte Personare 

Se você tem questões com a vida amorosa, entre em contato através do formulário abaixo, que nós retornaremos com mais informações. Selma Flávio é formada em Constelação Familiar e falará com você.